"Be yourself no matter what they say" (Sting)
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Guilherme Scarpa
Rio de Janeiro, Brazil
Sem julgamento, noção, ou conclusão, sigo escrevendo com paixão sobre tudo aquilo que absorve a minha aflita existência do cão.
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Solução

Enquanto o nó não se desfaz, buscamos paz para resolver tudo o que precisa ficar para trás.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Shanti/Ashtangi

Eu venero o gurú do pé de lótus
No despertar da felicidade da auto-revelação
Acima da compaixão
Trabalhando como um médico na selva
Para pacificar a perda da consciência
Do veneno de nossa existência
Com a forma de um homem
Com os ombros para o alto
Segurando um escudo, disco e espada
Milhares que tiveram suas cabeças como alvo
Eu faço uma reverência respeitosa
Paz.

*Written by Madonna and William Orbit. Adapted from text by Shankra Charya taken from the Yoga Taravali

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

New Year's Day

Ontem, estava voltando do Rio para Niterói de barca, pela milésima vez, em 27 anos de habitação no mundo. Logo me surpreendi por a balsa ser aquela antiquíssima e não a moderna. É que a velha demora mais que o dobro para fazer a travessia. Isso me fez viajar no tempo. Lembrei de quanto tinha 17, e, pelo menos uma vez por semana, pegava a danada para ir ao Tablado. Eu queria ser ator naquela época. E consegui. Mas não só isso. Ao longo dos anos fui adquirindo multifunções...
Chovia o mundo nas águas da Baía de Guanabara. Enquanto observava a festa das águas, pensava em como aquele banho de chuva estava lavando, renovando as emoções. Uma década se passou. Tantos acontecimentos, comportamentos, mudanças, canções.
Busquei no fundo do meu cérebro-HD que música era a trilha do Réveillon de 10 anos atrás, mas não consegui lembrar. Lembro que me arrependi muito de ter vestido camisa cinza e calça preta. Logo na estreia em Copacabana, com 17 anos. Nunca tinha passado lá. Mas, assim que botei meus pés na esquina de Joaquim Nabuco com Atlântica, senti a energia das milhares pessoas vestidas de branco, ali por um mesmo motivo.
Dez anos depois, Copacabana me espera outra vez, pela oitava vez.
Tive um dos melhores anos da vidaa, senão o melhor, neste 2009 que vai se desintegrar em poucas horas.
Tudo que desejei na virada passada, transformei em realidade. Mas não foi sozinho. Sozinho é difícil. Não imagino como será, mas imagino um tanto melhor a próxima década. Sem apego ao passado. Saudades só do futuro.
Que venha!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Notícias de Amanhã (Dela)

Faz diferente esse ano.
Reinventa, vira do avesso.
Espanta essa melancolia
E esquece da tristeza.
Amanhã o dia é seu,
Todinho seu.
Então, comemora!
Não se amaldiçoa.
Celebra a vida que corre nessas veias.
Concentra no amor, na paz, na alegria.
Acorda com isso,
Sai vestida de felicidade.
Não pensa no que não pode fazer.
E sim no que te dá prazer.
Dá chance ao acaso.
Não se programa,
Apenas derrama
O melhor que carrega.
E enfrenta, sem medo,
O dia depois de amanhã.

sábado, 21 de novembro de 2009

Distrito Federal

É um lugar recente, prestes a completar 50 anos de existência, o que faz dela uma cidade interessante, ainda que esquisita. É planejada, desenhada, respira a arquitetura. Muitos viadutos, ruas, vias. E pouca gente nas ruas. Quase tudo é feito de carro. Mesmo o que parece estar perto, na verdade, não está. Mas há um céu que é maior que tudo. Não tem fim e parece mais próximo, devido a ausência de morros e montanhas que, aqui, não existem. O planalto é extenso. As estrelas, infinitas.
Quem vive em Brasília, parece gostar daqui. Há cheiro de política no ar. Todos tem posicionamentos, é uma coisa intrínseca, latente. Bonito de se ver. Por outro lado, falta glamour à capital do Brasil. Um certo ranso do interior ainda se faz presente. Algo de pretencioso também. O calor, a boca seca, e o excesso de melecas que isso causa. Onde estão os discos voadores?

sábado, 10 de outubro de 2009

Crônica de Plantão

Dessa vez acertou o login de primeira. Uma ânsia de escrever preencheu o vazio da solidão. Não. Na verdade, ocupou um espaço que estava vazio. Dia movimentado passou. Chegou o sossego do sábado preguiçoso. Apenas Nina Simone, o vento e a chuva sob a meia luz. Um certo encantamento consigo. Parece que estava com medo deste momento. Tentou de tudo ao longo da tarde. Pensou muito enquanto ia a Petrópolis verificar o desabamento de um barraco que matou quatro pessoas, dois adultos e duas crianças, por conta da chuva que teima em continuar. Delícia de barulho para alguns, destruição para outros. Recusou os convites. Preferiu passar no supermercado. Ligou o gás do chuveiro, esperou aquecer. Antes, ouviu Bethânia. Colocou assim que botou os pés em terra firme. É de elemento terra, precisa fincar raízes para encontrar segurança. Fumou, bebeu Pepsi e acalmou. Parece conhecer o caminho pois consegue se divertir com toda a ausência.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Madrugada (em Laranjeiras)

Cabine daqui a menos de oito horas. Vai dormir pouco. Gastou-se no fim de semana e agora vai pagar uma segunda-feira, sempre um dia de catarse - seja lá qual for. Mas sente que vai dar tudo certo. Há um alívio dentro de si. Esperança que não morre nunca, mas com alguma preocupação. Sabe se lá qual. Deve passar, sempre passa. Mas agora é para valer. A mundança externa, geográfica, foi feita. Só falta a "afinação da interioridade".